terça-feira, 13 de novembro de 2007

começo, busca, descoberta: um tanto desse processo

















A escolha dessas imagens, encontradas no google a partir da palavra "busca" e "mulher busca", visa explicitar um pouco a experiência proporcionada pela imersão no universo da ead. Isso desde o momento em que soube da proposta do PEAD, do debate sobre sua proposta e sua construção, de minha iniciação continuada nos ambientes virtuais. Lembro de minha alegria quando, ainda no processo seletivo para tutores, navegavando pelos materiais das interdisciplinas, a sensação de descoberta de novos mundos. Há poucos meses, lendo sobre ead, deparei-me com uma característica (também um argumento a favor) da ead virtual: do aluno que sente-se capaz da descoberta- lembrei-me daquela situação. Embora muitos brasileiros tenham tido contato com o Oceano Atlântico, alguns ficaram na areia a observá-lo, outros molharam os pés algumas vezes, outros entraram até a altura da cintura, outros ousaram mergulhar, houveram aqueles que foram até os bancos de areia, alguns fazem apnéia, outros tiveram o "batismo" e alguns, precisam mergulhar periodicamente.
O que isso tem a ver com educação, com a nossa Especialização?
O mar (mares e oceanos) é relevante na História, para a difusão de culturas, para a formação de povos, para o comércio... Enquanto educadores procuramos por descobertas, sejam elas nas manifestações cotidianas do educando ou do educador, sejam nas problematizações e nas buscas por compreensões. Assim, o mar pareceu-nos uma imagem propícia para nossas aprendizagens. Cada um tem sua experiência ao adentrar no conhecimento, e este experienciar vai lhe constituindo e lhe oferecendo novas possibilidades.
Além disso, nós que estamos em ead, navegamos na rede www. Observamos, entramos, navegamos, descobrimos, "ancoramos", seguimos, retornamos. Saimos em viagem novamente. Até onde? Vamos. Aprendemos (e aqui não cabe ponto final)

domingo, 11 de novembro de 2007

Formação de um pesquisador

No dia 24 de outubro estive presente da exposição de "Questões epistemológicas: ciências humana e educação". Um jovem estudante expõe que o objetivo da pesquisa é reconhecer traços predominantes, pois são oriundos de diversas Graduações, nos alunos da Pós-Graduação em Educação da Universidade de Passo Fundo. Depois do apresentado duas coisas podem ser tidas com clareza:o número de dissertações analisadas e que estão na fase de compilação dos dados. Ficamos com as seguintes curiosidades: como é possível que o termo "epistemológico" e "epistemologia", conceito importante na pesquisa, tenha sido escrito com erro ortográfico e por duas vezes (nem ousamos repeti-lo aqui)? Terá sido somente um equívoco de digitação? Mesmo que o acadêmico tenha dito que estão na fase dos dados (levantamento e compilação) não teria sido possível apontar as relações indicadas no título do trabalho?
Frente a isso fica a pergunta sobre o que temos feito para a formação de nossos alunos, especialmente na formação do ensino superior, na condução de pesquisas e sua exposição. Por vezes a ênfase não recai mais para o acúmulo de certificados do que para a própria pesquisa? Educação e pesquisa como ....

XIX Salão de Iniciação Científica

XIX Salão de Iniciação Científica
XVI Feira de Iniciação Científica
II Salão UFRGS Jovem
Campus Central da UFRGS
21 a 26 de outubro de 2007
Assisti a duas apresentações de trabalhos. Não são trabalhos que abordam a educação a distância nem a informática da educação, mas de aspectos da educação em si. Gostaria de ter ouvido sobre pesquisas das temáticas dispostas acima, mas meus horários de trabalho não permitiram.
Na tarde de 24 de outubro , na sala 604, um dos trabalhos apresentados, na Sessão: Educação e Sociedade, versava sobre "alunos da rede pública de Santa Cruz do Sul por auto-identificação". Santa Cruz do Sul, segundo o trabalho apresentado, é uma cidade que se orgulha da raça e cor dos imigrantes (e descendentes) que fundaram a cidade. Imigrantes que são tidos como os responsáveis por trazer o progresso. São também conhecidos como limpos, ordeiros e trabalhadores. Enfim, uma cidade que se reconhece como branca e que tem sua construção política e social alicerçada sobre a importância da raça.
A pesquisa detecta, entrevistando alunos da rede pública municipal e estadual da cidade, por auto-identificação: Brancos 77% e Não-Brancos 23%. O objetivo na pesquisa era a investigação de o quanto os espaços educacionais legitimam a invisibilidade dos não-brancos; também a (i)mobilidade. (I)mobilidade refere-se ao local de moradia, centro ou bairro; renda e escolaridade dos brancos e não-brancos.
Os dados alcançados pela pesquisa vem no sentido de desmistificar a postura do dominador, qual seja, que "não há negros" na cidade.
Observamos que não houve uma explicitação da metodologia utilizada na pesquisa pelas acadêmicas da Universidade de Santa Cruz. Utilizaram-se de apresentação em power-point, na qual incluiram texto, mapas e gráficos, porém se na disposição desses elementos tivéssemos os mapas próximos do texto em que faz referência a localidade, a compreensão ao público poderia ser mais eficiente.
Consideramos, a partir dos resultados parciais da pesquisa, que esta é de grande valia sobretudo porque aponta "pontos cegos" na sociedade, que adentra na escola. Queremos educar para a inclusão, para a exclusão ou para todos? O encaminhamento dessa questão está, a meu ver, presente nas atividades do PEAD.