domingo, 11 de novembro de 2007

XIX Salão de Iniciação Científica

XIX Salão de Iniciação Científica
XVI Feira de Iniciação Científica
II Salão UFRGS Jovem
Campus Central da UFRGS
21 a 26 de outubro de 2007
Assisti a duas apresentações de trabalhos. Não são trabalhos que abordam a educação a distância nem a informática da educação, mas de aspectos da educação em si. Gostaria de ter ouvido sobre pesquisas das temáticas dispostas acima, mas meus horários de trabalho não permitiram.
Na tarde de 24 de outubro , na sala 604, um dos trabalhos apresentados, na Sessão: Educação e Sociedade, versava sobre "alunos da rede pública de Santa Cruz do Sul por auto-identificação". Santa Cruz do Sul, segundo o trabalho apresentado, é uma cidade que se orgulha da raça e cor dos imigrantes (e descendentes) que fundaram a cidade. Imigrantes que são tidos como os responsáveis por trazer o progresso. São também conhecidos como limpos, ordeiros e trabalhadores. Enfim, uma cidade que se reconhece como branca e que tem sua construção política e social alicerçada sobre a importância da raça.
A pesquisa detecta, entrevistando alunos da rede pública municipal e estadual da cidade, por auto-identificação: Brancos 77% e Não-Brancos 23%. O objetivo na pesquisa era a investigação de o quanto os espaços educacionais legitimam a invisibilidade dos não-brancos; também a (i)mobilidade. (I)mobilidade refere-se ao local de moradia, centro ou bairro; renda e escolaridade dos brancos e não-brancos.
Os dados alcançados pela pesquisa vem no sentido de desmistificar a postura do dominador, qual seja, que "não há negros" na cidade.
Observamos que não houve uma explicitação da metodologia utilizada na pesquisa pelas acadêmicas da Universidade de Santa Cruz. Utilizaram-se de apresentação em power-point, na qual incluiram texto, mapas e gráficos, porém se na disposição desses elementos tivéssemos os mapas próximos do texto em que faz referência a localidade, a compreensão ao público poderia ser mais eficiente.
Consideramos, a partir dos resultados parciais da pesquisa, que esta é de grande valia sobretudo porque aponta "pontos cegos" na sociedade, que adentra na escola. Queremos educar para a inclusão, para a exclusão ou para todos? O encaminhamento dessa questão está, a meu ver, presente nas atividades do PEAD.

0 comentários: